O que virá de tendência para o comércio exterior em 2026?

Para empresas brasileiras que já operam com importação e exportação ou desejam expandir, entender as tendências no comércio exterior é mais do que um diferencial estratégico: é uma necessidade para sobreviver e prosperar. 

Em 2025, o Brasil viveu momentos de forte oscilação cambial, aumento de barreiras tarifárias e reorganização das cadeias de abastecimento. Para 2026, as expectativas apontam para um cenário de ajuste fino, onde quem antecipar ganhará vantagem.

Por exemplo: o foco em fornecedores asiáticos, em particular na China, continua alto. E há sinais claros de que novos vetores logísticos e tecnológicos vão crescer como protagonistas. Dados recentes da World Trade Organization (WTO) mostram que o volume global de comércio de mercadorias cresceu cerca de 4,9% no primeiro semestre de 2025.

Neste artigo, vamos explorar sete tendências de impacto real no comércio exterior para 2026, com orientações práticas para sua empresa se posicionar. 

Sustentabilidade e rastreabilidade na cadeia global

Não basta importar barato. É preciso importar certo. A rastreabilidade da cadeia de abastecimento, compliance com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) e verificação de fornecedores assumem papel central. 

Há uma tendência clara de que países importadores e consumidores finais exigirão produtos com “histórico limpo”: menor emissão de carbono, trabalho decente e cadeia transparente.

Isso exige auditoria de fornecedores internacionais (principalmente asiáticos), certificações de origem, logística reversa e estratégias de “just-in-case” em vez de “just-in-time”, para garantir ambas eficiência e segurança reputacional.

Digitalização da logística e automação em frete internacional entre as tendências no comércio exterior

Uma das áreas de mais forte transformação no comércio exterior é a logística, sobretudo internacional. Em 2026, veremos ampliação significativa do uso de digital twins (gêmeos digitais), blockchain para rastreabilidade, automação de armazéns e veículos autônomos para transporte de contêineres entre hubs portuários. A previsão da WTO para 2026 sinaliza desaceleração no crescimento dos volumes, o que torna a eficiência logística ainda mais crítica.

Empresas que operam importação/exportação terão que integrar plataformas digitais, prever flutuações no transporte marítimo e aéreo, e garantir visibilidade em todas as etapas do processo, desde origem até entrega final. Isso reduz custos (frete, manuseio, armazenagem) e oferece vantagem competitiva.

Protecionismo, barreiras comerciais e geopolítica dinâmica

Embora muitos considerem obstáculos menores, a realidade mostra que para 2026 a variável geopolítica será central. A crise de tarifas dos EUA e o fortalecimento de blocos regionais de comércio criam multiplicidade de regras, zonas de livre comércio e desafios regulatórios. 

Por exemplo, o relatório da WTO de outubro de 2025 revisou a previsão de crescimento do comércio global em 2026 para apenas 0,5%, um sinal claro de que os ventos globais estão mudando.

Para empresas brasileiras, isso significa: planejar com cenários de barreiras, ajustar cadeias de fornecimento para regiões com acordos favoráveis (como Ásia), e investir em compliance aduaneiro como parte da estratégia de cadeia de valor.

Relações comercio-tecnologia: IA e cadeias de valor integradas

A inteligência artificial já é uma realidade. Entre as tendências no comércio exterior está a aplicação real da IA dentro dos processos de maneira inteligente.

Uma das tendências mais promissoras é a interseção entre comércio exterior e tecnologia, em especial a inteligência artificial (IA). Segundo a WTO, boa parte do impulso no comércio de 2025 foi impulsionada por bens relacionados à IA, sem crescimento equivalente nos volumes gerais.

Para 2026, isso significa que empresas que operam com importação/exportação precisarão pensar não somente em “qual produto” ou “qual país”, mas em “qual cadeia de valor tecnológica”. 

Um exemplo são fornecedores com sensores IoT no processo logístico, parceiras que oferecem rastreamento em tempo real, ou produtos que se adaptam à automação industrial. No Brasil, isso exige considerar parceiros asiáticos e avaliar o grau de maturidade da tecnologia incorporada pelo fornecedor.

Micro-partidas e comércio de “pequena escala” direto ao consumidor

Uma tendência menos discutida, mas real, é a explosão de micro-partidas entre países, impulsionadas pelo e-commerce cross-border. Estudos indicam que a participação de transações de baixo valor tem crescido muito, especialmente em economias emergentes.

Não são mais apenas grandes lotes ou contêineres: empresas médias também podem operar importação/exportação direta. Futuramente, será chave ter logística internacional enxuta, acordos de entrega rápida e plataformas que permitam “dropship global” ou “fulfilment internacional”.

Valorização dos dados é uma das principais tendências no comércio exterior

Em 2026, será necessário medir, controlar, ajustar e aprender. Indicadores como lead‐time, custo por TEU ou por contêiner, emissão de carbono por enviada, tempo médio de entrega internacional, devoluções por erro de qualidade, se tornam parte do KPI empresarial. A lógica é: quem mede, melhora.

Empresas brasileiras que importam da China ou exportam para Ásia/Europa devem montar dashboards, vincular fornecedores a indicadores de desempenho e incluir revisões contínuas em seu contrato de fornecimento. Quem tratar isso como marketing ganha, quem tratar como custo perde.

Como sua empresa brasileira pode se preparar para essas tendências

  1. Mapear e rankear fornecedores internacionais segundo critérios de risco, custo, localização e espessura tecnológica.
  2. Revisar fontes de abastecimento: mantenha fornecedores alternativos em hubs asiáticos.
  3. Implementar visibilidade total na cadeia logística: desde fabricação até o armazém no destino.
  4. Automatizar processos logísticos e aduaneiros: menos intervenção humana = menos erros = menor custo.
  5. Investir em compliance e ESG: requisitos globais, não apenas brasileiros.
  6. Dimensionar operações para micro-partidas e comércio direto: alianças com hubs e plataformas internacionais.
  7. Criar painéis de desempenho global: indicadores que acompanhem a performance dos fornecedores, logística e entrada de mercadorias nos mercados-destino.

Como a COMRED pode ser sua parceira estratégica?

Em meio a esse cenário de mudanças, a COMRED está posicionada para apoiar empresas brasileiras em toda a jornada do comércio exterior.

Com know-how local, presença operacional na China e estrutura para implantar as práticas de que falamos, ajudamos sua empresa a:

  • Identificar fornecedores alinhados a rastreabilidade e tecnologia
  • Diversificar bases de fornecedores e rotas logísticas
  • Integrar visibilidade digital em sua cadeia
  • Adaptar sua empresa ao micro-comércio internacional ou ao comércio em escala tradicional
  • Monitorar KPIs, custos, prazos e compliance de forma profissional

Se sua empresa quer não só participar, mas liderar as operações globais em 2026, então antecipar as tendências no comércio exterior é o primeiro passo, e a COMRED, a parceira.

Entre em contato para discutir como preparar sua operação de importação/exportação com foco em 2026.